
Selo: Bayonet
Formato: LP
Gênero: Pop / Bedroom pop, Alt-pop
★★★½☆
Lançando o seu segundo álbum de estúdio, a norte-americana kelz nos apresenta uma nova fase da sua carreira, inspirada principalmente nas brisas de verão da sua cidade natal, Califórnia. Em onze músicas, a cantora nos apresenta um projeto que compila ideias nostálgicas com sonoridades contemporâneas para criar uma grande combinação do bedroom pop com estética alternativa.
Todas as músicas do disco são confortáveis e refrescantes, e a cada faixa que passa, você consegue sentir seu corpo se envolvendo nas faixas, como se estivesse afundando em uma cama macia. “Sunday Miracle”, apesar de estar logo no início, é o maior ponto alto do projeto, os dois minutos finais mudam completamente a perspectiva da música e te apresenta uma perspectiva que se assemelha ao synthpop, e quando a batida se mescla com a voz sutil da kelz, uma verdadeira atmosfera flutuante é criada.
Mas um álbum não se sustenta com apenas uma música. “I’m Sorry”, a faixa que finaliza o disco, tem uma aura impactante em seus quatro minutos de duração e, apesar de soar como uma despedida, te faz querer mais; e “Breathe”, que já havia sido lançada previamente, fala sobre um momento de ansiedade e autodepreciação, onde você não consegue se ver muito além daquilo que é, mas mesmo enfatizando que não consegue respirar, ainda há uma leve esperança para a melhora com o tempo, precisando apenas descansar e seguir em frente quando possível.
A Sweet Passerby é um dos discos mais aconchegantes deste ano, e claramente tem uma grande chance de envolver todos que o escutam. A kelz, além de se mostrar como uma boa compositora das faixas, demonstra tudo o que ela deseja via sua voz suave e carregada de emoção. É um álbum brilhante e crescente, a cada vez que eu ouço, percebo novas coisas e me sinto mais pertencente a este mundo criado através de suas músicas.