
Formato: EP.
Gênero: R&B.
★★☆☆☆
Apresentado a tal artista por meio de seu single de 2025, ‘’maple brown’’, que tratava com urgência da empolgação do amor, com vocais que se inflexionavam de sussurros a literais falsetes de desesperos, víamos uma clara influência de seu contemporâneo Dijon, mas que se destoava por ter instrumentais menos plásticos e mais diretos. A veia alternativa estava aqui, as oscilações vocais e a personalidade palpável, e, por constante, atraiu a minha atenção a tal artista.
Agora, após a experiência do seu primeiro projeto musical, a sensação que fica é amarga, de que nem a superfície de sua criatividade foi tocada. Faixas que não exploram a sensibilidade lírica de músicas como ‘’genny please!’’, e não oferecem nem uma experiência tocante ou marcante, aspectos que deveriam ser inerentes à tentativa de cativar uma certa audiência.
Podemos sintetizar o artista como uma amálgama de influências. As linhas de violão, que muito se assemelham ao bluegrass explorado por Daniel Caesar no seu último projeto, regem o instrumental de "tangerine!", com o coro também sendo utilizado com bastante semelhança. Dijon também parece ter sido a principal fonte de inspiração durante toda a execução do projeto, com certas faixas como ‘’clear blue’’ e ‘’cable guy!’’ funcionando mais como throwaways medíocres de um Dijon ainda não desenvolvido e consciente como és hoje. Nenhuma das músicas chega a ser algo nocivo de ouvir, mas também não empolgam ou não oferecem algo suficientemente interessante para serem ouvidas novamente.
Falta ainda uma identidade certa pro cantor, que busca em contemporâneos o seu próprio terreno fértil. is anybody home?? é um bom começo, mas não potente o suficiente para pousarmos os nossos olhos atentos a ele.