
Selo: Short Span
Formato: Álbum
Gênero: Eletrônica / Dub Techno, Minimal Techno
★★★½☆
Nesse ponto do campeonato, não é novidade para quem acompanha os nichos musicais contemporâneos que a Dinamarca é um dos centros mais interessantes para lançamentos, e o produtor dinamarquês Natal Zaks é sem dúvida mais um argumento para corroborar com a efervescência musical dentro do país. Dono de outros pseudônimos que já aderiram a outras abordagens da música eletrônica e parceiro musical da artista Erika de Casier em seus álbuns Sensational e Still, Eeeeeeee é o seu segundo álbum com o pseudônimo Picture, e o primeiro de vários outros lançamentos relevantes da gravadora Short Span apenas no ano de 2026.
O que sobressalta a atenção nos primeiros contatos com Eeeeeeee é a forma onde o espaço é dominado por texturas mínimas ambientais de uma maneira bem agressiva. Os ecos característicos do dub entram num transe hipnótico desde os primeiros segundos do trabalho até mergulhar nossos ouvidos em um groove intenso. Para um gênero que se caracteriza mais por uma abordagem meditativa como o dub techno, o que Eeeeeeee nos oferece é uma fritação mecânica e bem mais corpórea do que o usual em comparação com alguns titãs do gênero, como Porter Ricks e Basic Channel.
A terceira música, “Heeeeeeee”, é um grande exemplar dessa abordagem. A canção já nos coloca dentro de uma névoa nessa manipulação de ambiências e texturas proporcionadas por Zaks, e vai nos conduzindo nessa atmosfera intensa até se trancar num groove mínimo que vai nos consumindo lentamente em banho-maria até o seu ápice, no qual a canção vai lentamente se desfazendo até ser desconstruída ao seu mínimo.
Como os melhores álbuns de eletrônica, Eeeeeee é capaz de nos levar a estratosfera ou até ao abismo. Independente do destino final, a garantia é que a condução será energizante do primeiro até o último segundo.
O que sobressalta a atenção nos primeiros contatos com Eeeeeeee é a forma onde o espaço é dominado por texturas mínimas ambientais de uma maneira bem agressiva. Os ecos característicos do dub entram num transe hipnótico desde os primeiros segundos do trabalho até mergulhar nossos ouvidos em um groove intenso. Para um gênero que se caracteriza mais por uma abordagem meditativa como o dub techno, o que Eeeeeeee nos oferece é uma fritação mecânica e bem mais corpórea do que o usual em comparação com alguns titãs do gênero, como Porter Ricks e Basic Channel.
A terceira música, “Heeeeeeee”, é um grande exemplar dessa abordagem. A canção já nos coloca dentro de uma névoa nessa manipulação de ambiências e texturas proporcionadas por Zaks, e vai nos conduzindo nessa atmosfera intensa até se trancar num groove mínimo que vai nos consumindo lentamente em banho-maria até o seu ápice, no qual a canção vai lentamente se desfazendo até ser desconstruída ao seu mínimo.
Como os melhores álbuns de eletrônica, Eeeeeee é capaz de nos levar a estratosfera ou até ao abismo. Independente do destino final, a garantia é que a condução será energizante do primeiro até o último segundo.